God of War retorna mergulhado na mitologia nórdica

Kratos is back! Pra quem estava com saudades do espartano mais famoso do mundo dos games, o anti-heroi está de volta agora percorrendo terras nórdicas, diferente das jornadas vivenciadas nos sete títulos anteriores que calcificaram a franquia no universo e no coração dos gamers.

Acompanhado por um novo personagem, nada mais nada menos que seu filho, Atreus, o guerreiro terá que lidar, além de monstros místicos e inimigos como sempre poderosos, com um dilema em específico: o de ser pai.

Ao relembrar seus passos em cada uma de suas histórias, vemos um Kratos violento, às vezes sanguinário, movido por vingança já que sua origem é marcada pela morte de sua antiga família por ele mesmo, sob a influência de Ares, o deus grego da guerra. A tragédia é o motivo de todo o enredo da jornada do protagonista.

Mas dessa vez, longe das terras mediterrâneas, o anti-heroi embarca numa viagem reclusa, de autoconhecimento e de redescobrimento, rumo ao norte europeu. No novo título, a mitologia nórdica e todas as suas referências serão sua nova casa e a de seu filho, personagem que dará um aspecto renovado à franquia, já que o jogador poderá agora controlar mais de um personagem ao longo da gameplay.

Podemos ver também em algumas jogatinas divulgadas antes do lançamento, mudanças na mecânica do game como a troca das correntes presas aos pulsos do espartano por um imponente machado, que será a principal arma que o jogador utilizará no game. Atreus fará uso de um arco e flecha que poderá ser auxílio em missões específicas.

As criaturas que encontraremos no jogo não diferem muito dos monstros gregos dos títulos anteriores, mesmo assim, darão o seu ar da graça pela primeira vez na franquia. Um exemplo é a Jörmungandr, serpente filha do deus Loki e que será empecilho no caminho dos protagonistas, sem contar elfos, anões, trolls, o temível Surtur e o assustador lobo Fenrir. Ainda não se sabe, mas os fãs esperam embates com grandes figuras da mitologia como o próprio Loki, Thor e, por que não, o soberano Odin.

Isso representa uma expansão do universo de God of War, tendo em vista que já tínhamos referências à cultura dos vinkings nos títulos que falavam quase que exclusivamente da mitologia grega. Em suma, teremos novos personagens, lugares e referências que exploram mais um capítulo da história do guerreiro.

Antes de qualquer coisa, o que temos de certeza desse tão esperado lançamento – o último da série data de 2013, é o retorno de um dos personagens mais clássicos dos games com uma roupagem e aventuras diferentes. Apesar de ainda manter o estilo de jogabilidade “hack and slash”, cuja a franquia ajudou a popularizar, o inédito título mantém um aspecto mais refinado, já que contrasta com a responsabilidade afetiva que Kratos agora possui com seu filho.

É uma aposta arriscada para a Sony, desenvolvedora do game, já que a troca de mitologia, de greco-romana para nórdica, representa uma nova forma de ver o deus da guerra em ação e com novas camadas sentimentais enquanto personagem.  Não tanto com a ação desenfreada dos jogos anteriores, mas um pouco mais contido e estratégico, parecido com o que vimos em The Last of Us, outro grande título da empresa. Se antes tínhamos um Kratos inteiramente com sede de vingança, agora temos um  quase herói ponderado e reflexivo. God of War chega ao mercado em 20 de abril exclusivamente para Playstation 4.

Comentário e Opinião de um usuário da PSN:

Pessoal, o novo God of War, lançado recentemente para o PS4, é no mínimo algo surpreendente que precisa ser comentado! O game trás a continuação da jornada épica de Kratos, contra os mais diversos Deuses da mitologia grega.
Até aqui tudo bem, todos sabem disso, já que trata-se de uma franquia muito conhecida, que circula desde 2005. No entanto, o que impressiona, é a maneira como a tecnologia evoluiu do primeiro até este último lançamento.
Amigos, estamos presenciando uma incrível revolução tecnológica! Livros viraram filmes; jogos foram adaptados para o cinema; quadrinhos se transformaram em franquias consagradas. O que diferencia o novo God of War de tudo isso é a capacidade de se ter o jogo e ao mesmo tempo, o filme. Não se trata de uma adaptação, se trata de um game que se tornou um filme, mas continuou sendo um game.
A capacidade total que um jogo consegue explorar, sem dúvidas é algo muito subjetivo, que não podemos quantificar com precisão. Mas esse jogo ficou tão rico de detalhes, os gráficos ficaram tão lindos, que não seria exagero dizer que trata-se de uma obra prima.
Livros, filmes e games, tem como característica comum, fazer com que nós consigamos viajar, sem sair de nossas casas. Se engana a pessoa que diz que “Ah o fulano não sai da frente do vídeo-game, ele não está vivendo”. Na verdade, o sujeito que joga, vive ainda mais do que as pessoas que não o fazem, que estão presas em suas rotinas diárias, em seu “mundinho”, sempre fazendo as mesmas coisas.
Quando estamos jogando, nosso cérebro está de fato vivenciando todas aquelas experiências. Estamos efetivamente vivendo tudo aquilo, estamos viajando, conhecendo novos lugares, novas culturas, entre uma infinidade de outros exemplos.
É claro que existe uma diferença entre real e virtual. Se morrermos no jogo, podemos tentar de novo, se morrermos no real, game over. E que seja dito, é perigoso confundir o mundo real com o virtual.
No entanto, nunca poderíamos voar como um pássaro, nadar nos mais profundos oceanos, conhecer o interior de uma baleia, tão pouco enfrentar os vilões que vemos nos mais diversos filmes. E tudo isso se torna possível graças a incrível indústria dos jogos.
Especificamente no God of War, você inicia como espectador, mas aos poucos se torna o protagonista da trama. Existe uma interação, onde você deve tomar decisões, que comprometerão o futuro de seu personagem.
Os monstros que aparecerão no caminho, são absurdamente gigantes e realmente assustam pelo tamanho. Mas nosso herói possui todas as ferramentas necessárias para vencer as mais diversas batalhas.
Um jogo com o gráfico lindo, com um enredo impressionante, diálogos épicos e muita adrenalina – que chega a ser contraindicado para quem tem problemas cardíacos.
Esse, senhoras e senhores, é o futuro. Me sinto muito feliz por estar presenciando toda essa evolução. Realmente recomendo muito! Fica a dica e de nada. Aproveite sem moderação.